(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_229.txt es ou ações. É mais “tédio, aborrecimento, arrelia do que aversão propriamente, em lugar da qual se usa em linguagem comum”. – Asca, segundo o mesmo Roq., é palavra vulgar que indica “aversão, má vontade que se tem a alguém, talvez com desejo de vingança”. Aproxima-se, portanto, de gana (em sentido figurado) que é “um forte desejo de mal, encarniçamento e quase furor impulsivo contra alguém, às vezes gratuitamente”. – Asco é “aversão, repugnância que se tem a coisa torpe ou imunda”. – Zanga é “a quase aversão que se tem a pessoa ou coisa que se julga de mau agoiro”. – Rancor é “ódio profundo e oculto, produzido sempre por alguma causa muito grave”. – Horror é “grande aversão e repugnância, muitas vezes sem ódio”. 315 ANTIQUADO, obsoleto, desusado, arcaico. – Estas palavras “indicam coisa antiga que decaiu do uso”. – Obsoleto acrescenta à significação das duas outras uma ideia de – “excluído ou proscrito”, e até de “quase ridículo”. As palavras e frases antiquadas ou desusadas “podem ainda usar-se em poesia e em estilo jocoso; não as obsoletas, que de ordinário foram substituídas por outras mais bem derivadas e mais sonoras”. O uso pode fazer ainda reviver, segundo a sentença de Horácio, muitas expressões desusadas ou antiquadas, mas as obsoletas parecem condenadas a perpétuo esquecimento. O escritor que se serve de palavras e locuções antiquadas (ou desusadas), mas genuínas da língua, expressivas e com boa analogia, para fugir à invasão do neologismo, merece louvor; porém o que busca desenterrar velharias, e prefere os arcaísmos de nossos avós às boas expressões que o uso depois introduziu – este não se livrará da pecha de rançoso. Cada século tem seu cunho particular, e cada escritor o estilo que lhe é próprio. Sem nada mendigarem aos estranhos, Barros e Fernão Mendes Pinto não escreveram como Fernão Lopes e Castanheda; Luiz de Souza e Vieira diferem muito de Seita e Paiva; Camões e Bernardes não se parecem com Gil Vicente e Sá de Miranda, posto que todos escrevessem em bom português, e clássico para seus respetivos tempos”. – Entre desusado e arcaico deve notar-se a seguinte diferença: desusado diz propriamente “fora do uso, já excluído pelo uso”; enquanto que arcaico significa apenas “que o vocábulo é muito antigo; que a forma não está em moda por ser muito velha”. 31G ANTIQUÁRIO, arqueólogo. – “O domínio” – escreve Bruns. – “em que o antiquário e o arqueólogo exercitam a sua atividade é o mesmo”; há, porém, entre as duas palavras diferença considerável. – Arqueólogo é “o que é muito versado em tudo quanto respeita a antiguidades, que as conhece, as explica, etc. – Antiquário é o que tem gosto pelas coisas antigas, que se dedica ao seu estudo, que as coleciona (e que até com elas negocia). Com estudo e paciência, um antiquário pode tornar-se arqueólogo”. 317 ANTÍTESE, contraste, antífrase, antinomia, antilogia, contradição, contrariedade, oposição. – Segundo Bourg. e Berg., antítese “pertence exclusivamente à linguagem literária, e dizem