(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_218.txt de quantos vivem em sítios apartados, longe do convívio do mundo. – Há mais austeridade na ideia sugerida pela palavra monge que na do vocábulo cenobita. O monge é como o desenganado que foge ao mundo e aos homens, para viver na contemplação e no estudo. O cenobita (do grego koinos, “comum”, e bios, “vida”) é o monge que não procura precisamente a solidão, mas sim a companhia de alguns homens da sua feição, para com eles viver em comum, e gozar a seu modo de um isolamento que não é absoluto. – É asceta qualquer pessoa que despreza o bulício do mundo e se entrega inteiramente a exercícios espirituais (sendo o ascetismo independente de qualquer ordem religiosa). Em todas as religiões há ascetas; mas, quando esta palavra se refere aos católicos romanos, é-lhe inerente a ideia de mortificação do corpo, de privações voluntárias, de vida retraída. Este vocábulo toma-se sempre à boa parte; pois, quando o asceta o é só na aparência e nas exterioridades, chama-se-lhe tartufo, hipócrita, etc. O asceta, porém, o legítimo asceta é geralmente egoísta, pois pretende a bem-aventurança para si, e fecha os olhos às desgraças da terra que não remedeia para não se distrair da contemplação em que vive. – Religioso diz-se daquele que, seja qual for a sua crença, observa os preceitos que ela lhe impõe. – Fanático diz-se de quem é ultrarreligioso. Esta palavra toma-se a má parte; pois o fanático julga-se superior ao resto da humanidade, pensa ser inspirado pela divindade, quer que tudo e que todos se amoldem às suas imposições. Noutro sentido, religioso é sinônimo ainda mais próximo de monge e frade. Mas religioso é palavra de mais lata extensão, porque se aplica a todos quantos se dedicam à vida religiosa, quer ligando-se a ela por votos, quer por simples resolução. Entre monge e frade há a mesma diferença que entre mosteiro e convento: o monge é do mosteiro; o frade é do convento. 288 ANÁLISE, extrato, epítome, resumo, compêndio, sumário, argumento, súmula, suma, epílogo, resunta. – “Na série de ideias em que os primeiros sete vocábulos deste grupo são sinônimos, análise diz-se de trabalho literário ou científico em que é examinado outro de igual natureza; pode ter por objeto a crítica, ou tão somente o fim de expor o objeto, o plano e a sequência das ideias explanadas na obra de que se trata. – Extrato é a cópia literal de um ou vários trechos de uma obra. Noutro sentido, porém, se diz da obra literária que extrai abreviadamente a doutrina de outra, consubstanciando-a e resumindo-a. Nesta acepção, no entanto, o termo mais apropriado é epítome. – Resumo é o livro que, sem pretensões a substituir outro, reduz a sua doutrina, de modo que, ao lê-lo, se recorde o texto da obra principal. – Compêndio é a exposição abreviada dos princípios de uma arte ou ciência. – Sumário é uma exposição das principais matérias contidas no texto. – Argumento é o mesmo que sumário; dizse, porém, mais frequentemente do sumário que precede a cada uma das divisões de um poema”. – Suma é