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ma certa diferença entre estes dois verbos: intimida-se a um menino ameaçando-o de cortar-lhe a mão se tocar no doce; amedronta-se o ladrão (que vai penetrar na casa) disparando para o ar o revólver. A trovoada amedronta até espíritos fortes (e ninguém diria – aqui intimida). – Assustar, aqui, é “produzir medo súbito e quase pavor com que se ameaça alguém”.
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AMENO, agradável, aprazível, delicioso, deleitoso, deleitável, grato. – O que é ameno – diz Bruns. – é agradável; nem tudo, porém, que é agradável é ameno. Tudo o que causa prazer é agradável; mas, para que aquilo que causa prazer seja ameno, é necessário que o gozo seja puro, suave, inocentemente deleitável. Entre agradável e grato nota-se esta distinção: o que é agradável dá prazer aos sentidos; o que é grato é relativo aos sentimentos. Agradáveis são as belas paisagens, a boa música, os perfumes; gratas são as provas de amizade, as demonstrações do reconhecimento, as recompensas ao mérito, etc. O agradável apraz; o grato sensibiliza”. – Aprazível é aquilo “(tanto no mundo das coisas

panorama; e nada mais aprazível no mundo do que ser útil ao nosso semelhante; ou a função mais aprazível é a do juiz que salva a inocência, a do artista que nobilita a sua arte. – Delicioso é mais do que aprazível. Só no uso comum é que se pode entender de delicioso como entende Lacerda; isto é – que propriamente deve aplicar-se só em relação às sensações. Muito longe disso – é no sentido moral que delicioso exprime o mais alto grau do prazer23. Entre delicioso e deleitável – não é possível ver as diferenças que notaram Roquete e Lacerda entre delícia e deleite. Entendem esses autores (seguidos por muitos outros) que deleite indica o maior grau de delícia. Neste ponto ainda preferimos Bruns., segundo o qual – “delícia, não só exprime o prazer sentido, mas também, e sobretudo, encarece o mérito, valor ou qualidades do que lhe dá origem. A delícia consola os sentidos e o espírito. Deleite é o gozo dos sentidos”. E tanto é assim que dizemos: delícias do Paraíso (não – deleites); deleite carnal (não – delícia carnal). – Sobre delicioso, deleitável, deleitoso escreve o mesmo seguro Bruns.: “O que é deleitável causa-nos deleite; o que é delicioso causa abundância de delícias. É deleitável o que nos dá prazer; é delicioso o que nos arrebata. Portanto, delicioso diz muito mais que deleitável. Querem os dicionaristas que deleitável e deleitoso designem a mesma ideia, e o mais recente de todos eles chega a preferir a forma deleitoso a deleitável. Ora, se atendermos a que a desinência oso designa “abundância”, e avel, “qualidade”, obteremos a verdadeira diferença que há entre os dois adjetivos”. (E não completa infelizmente o autor a exposição do seu modo de ver.) Pode-se, no entanto, atendendo aos fundamentos que ele oferece, entender assim: que é deleitável o que

como na esfera moral) que nos encanta a		

vista, ou que nos excita na alma um sereno prazer – e cândida alegria.” É aprazível um
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~ Já o poeta dissera