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no sentido moral como no físico. – Suavizar = “tornar mais suave”, isto é, menos forte, menos ríspido, menos violento. – Tranquilizar = “fazer mais tranquilo, menos impaciente, agitado e aflito.” – Atenuar = “fazer menos forte”.

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AMANSAR, domar, domesticar. – Segundo Lacerda – “podem-se domesticar os animais bravios; isto é, podem-se reduzir a viver na mesma habitação com o homem, e como que a ser seus servos ou seus companheiros. Podem-se amansar os animais ferozes; isto é, podem-se tornar submissos e obedientes. Podem-se domar animais bravios, mas sem ficarem contudo tão obedientes que se possa dizer que os “amansamos”, e menos ainda que os domesticamos.

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AMANTE, concubina, barregã, amásia, amiga, manceba, comborça. – Sobre os primeiros cinco vocábulos deste grupo escreve Bruns.: – “Concubina é vocábulo que hoje apenas se emprega na linguagem da Igreja, ou ao falar de mulheres ou da antiguidade ou da Idade Média. – Amante é o termo que se considera mais decente na nossa época, e o único que pode, sem ofender demais (a não ser a ouvidos muito delicados) ser admitido em qualquer linguagem. Salomão tinha concubinas; Napoleão III teve muitas amantes. Há, no entanto, além da suplantação de um dos termos pelo outro, uma distinção social muito importante que con-

vém considerar entre eles. Concubina (do latim cum “com” e cubare “estar deitado”) encerra a ideia de coabitação. A concubina é, por assim dizer, uma esposa ilegítima que vive na dependência e na sujeição: tendo estas ideias vindo até nós pela consideração dos usos e costumes dos países e das épocas em que o concubinato era legalmente tolerado, e admitido até pela esposa legítima, da qual a concubina era frequentemente uma como escrava. Amante, pelo contrário, é vocábulo que, se não enaltece a mulher, a torna pelo menos igual ao homem, sendo, como é comum para os designar a ambos com relação de reciprocidade, de sentimentos e de convívio. Por isso, nos países do Oriente, onde a mulher é considerada como inferior ao homem, estes têm concubinas; ao passo que no Ocidente, onde a mulher é geralmente considerada como igual ao homem, este tem amantes. Uma outra diferença importante entre os dois termos, é que a palavra amante não encerra a ideia de coabitação, podendo a amante viver ou não na casa do homem solteiro, ou do viúvo, mas não sendo frequente encontrá-la na casa do homem casado. Muito frequente é também que a amante de um homem seja casada ou viva com outro homem. – Barregã (do castelhano barragana) é termo insultuoso e depreciativo, que melhor que outro qualquer designa a mulher que só pelo interesse é concubina de algum homem asqueroso, ou que pelo seu caráter não devera ter amorios; assim dizemos – barregã de frade, ou cônego, melhor que – amante de frade, ou de cônego: – Amásia é termo vulgar, que, assim como amiga – termo mais escolhido – qualifica a mulher que vive das liberalidades do seu amante”. – Manceba está hoje sendo inteiramente desusado como sinônimo perfeito de am