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r de estimar, não ter por alguém ou alguma coisa a mesma estima que se tinha”. É este verbo um sinônimo quase perfeito de desapreciar, havendo apenas entre os dois a mesma diferença que há entre os respetivos radicais – estima e apreço. “Só desestima o dinheiro quem lhe não sabe o valor”. “Não se desestima a um amigo só porque caiu em pobreza”. Em qualquer dos casos desaprecia diria sem dúvida alguma coisa menos, e tanto menos quanto estima é um sentimento mais profundo que apreço. – Desencarecer é deixar de encarecer, de ser tão caro ou encarecido como era, ou de ter na mesma conta exagerada em que se tinha (e tanto no sentido próprio como no figurado). “Ninguém decerto vai desencarecer-lhe os grandes serviços prestados à pátria naquele momento”.

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ABANTESMA, fantasma, espetro, larva, visão, duende, trasgo, manes, lêmures, avejão, aparição, sombra. – Abantesma é forma popular de fantasma. Este vocábulo (fantasma) significa imagem fantástica ou incorpórea, que, por alucinação, julga alguém ver, tendo figura humana mais ou menos acentuada, e causando terror; e talvez porque sugira melhor esta última noção é que se distingue de todos os do grupo. “Encontrou no caminho um fantasma que o obrigou a voltar”. “Aquela casa... ou aquela consciência vive atormentada de fantasmas” (isto é, de coisas falsas ou imaginárias e medonhas). Também se aproxima de “símbolo”, “representação”; “personificação”; como em: “O fantasma da dor, ou do remorso”. Abantesma é propriamente “fantasma sem forma definida, e que, além de terror, inspira repugnância”. “Imundos abantesmas vagavam naquela região mais do pecado que da morte”. – Duende designa alguma coisa

semelhante ao que se chama vulgarmente “alma do outro mundo”. Lêmures e manes eram, entre os romanos, “espíritos que andavam vagando pela Terra, e como em penitência, ou perseguindo os vivos”. Manes designava particularmente “as almas dos avós ou dos parentes falecidos”; mas todos, manes e lêmures, saíam do inferno à noite para, às vezes, socorrer, mas quase sempre “para atormentar os vivos”. – Trasgo é qualquer coisa como “figura ostentosa, heroica – dir-se-ia – e terrível do diabo”. – Espetro e larva designam também fantasmas; e há entre eles uma certa distinção análoga à que se nota entre fantasma e abantesma. Espetro será o fantasma, ou melhor – “a alma de algum conhecido, que se deixa ver sem perfeito relevo, mas ainda conservando alguma coisa da forma humana”. Larva será espetro menos nítido, e é de crer que junte à ideia de visão a de penitência, significando assim – “alma penada”, “alma dolorosa”. “Quando encontrou no vestíbulo a larva de Aquiles... emudeceu”. – Avejão (fig.) é o que se poderia chamar também – “alma penada” – mas que toma “aspetos estranhos, formas de aves ou de animais fantásticos”. – Visão, aparição, sombra são vocábulos de significação mais genérica e vaga, dando sempre a ideia comum de coisa sobrenatural, ou não corpórea, atribuída à imaginação dos alucinados, ou à falsa visão de certos