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de Cícero. Po-

rém, aos que fazem os oradores modernos se lhes dá geralmente o nome de discursos; tais são os de Pitt, de Fox, de Mirabeau, etc. De modo que àquilo que os antigos chamavam oratio, e que nós traduzimos pela palavra oração, agora lhe chamamos discursos no sentido oratório, entendendo por ele uma composição literária feita por qualquer de nossos oradores acerca de algum importante assunto, para chegar aos fins que nisso propôs: o que verifica por uma dedução de ideias, pensamentos, raciocínios coordenados entre si, animados e engrandecidos por quantos meios subministra a arte da eloquência. – Alocução é discurso breve, ou fala dirigida a alguém sem aparato oratório. Diz-se ordinariamente do que o Papa dirige aos cardeais em consistório, por ocasião de algum notável acontecimento que interessa a Igreja. – Proclamação é “uma fala ou arenga mais solene, escrita, dirigida a um povo ou a um exército por um príncipe, ou por um general, em grandes momentos, sobre questões de alta monta, e sempre destinada a nutrir esperança ou coragem na alma daqueles a quem se dirige”. – Sermão é “uma prática religiosa, ou sacropolítica, e feita com certa solenidade, do alto do púlpito”. – Homilia é “um sermão menos formal e solene; ou melhor, uma prática destinada a esclarecer algum ponto de doutrina ou alguma passagem das Escrituras”. – Panegírico é a “oração em que se faz a apologia, o louvor de alguma grande vida”. – Prédica é o mesmo que prática religiosa. Há, no entanto, uma diferença muito subtil entre estes dois vocábulos: “prática sugere intenção de instruir, de explanar”; enquanto que “prédica sugere mais a ideia de anunciar, proclamar, dizer muito alto”, se bem que não exclua a noção de instruir. – Preleção é o mesmo que “discurso didático, ou prática em que se explica uma lição”. – Conferência tem aqui a significação particular que lhe damos

hoje comumente: designa a “composição literária ou científica, em regra sem grande extensão, lida perante um auditório”. – Elogio é quase panegírico; mas distingue-
-se deste em ser mais justo, mais legítimo como testemunho. Dizemos; elogio fúnebre, elogio histórico (e decerto ninguém diria panegírico histórico ou fúnebre, pois que panegírico diz propriamente “discurso festivo e laudatório”.)

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ALPENDRE, alpendrada, telheiro, pórtico, adro, átrio, vestíbulo. – Segundo Bruns.: “alpendre e alpendrada (ou alpendrado) têm por fundo o próprio edifício; o telheiro está contra o edifício ou isolado... Denominamos alpendre o adro coberto que há diante da porta de algumas ermidas e conventos; alpendrada o alpendre sobre que abrem as janelas de alguns chalets. Hoje alpendre diz-se quase exclusivamente daquela parte de um pátio que está coberta por telhado. Ao alpendre, como o entende Roquete21, dá-se o nome de anteportaria; e à alpendrada, inda que impropriamente, chama-se galeria”. – Pórtico é “portal de grande edifício, como templo, palácio, e que compreende certo espaço coberto, cuja abóbada é quase sempre