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les a usavam em lugar de alegria: em Camões ainda é frequente o adjetivo ledo em lugar de alegre. Hoje, a palavra ledo é desusada, e só em poesia terá cabimento. Seria para desejar que o uso lhe desse a significação modificada que lhe atribui D. Fr. de S. Luiz, dizendo que é menos viva, mais suave, tranquila e serena que a alegria; mas não lhe achamos autoridade suficiente para a estimar como tal. – O júbilo é mais animado que a alegria, e mostra-se por sons, vozes, gritos de aclamação. A pessoa jubilosa mostra-se alvoroçada de alegria. – Exultação é o último grau da alegria, que, não cabendo no coração, rompe em saltos, danças, etc., segundo a força do verbo exultar, que é saltar de gozo, de alegria. Está exultante a criatura que parece ufana da sua felicidade ou da satisfação que tem. – Regozijo, como está dizendo a palavra, formada da partícula reduplicativa re e gozo, é alegria, ou gozo repetido ou prolongado; e quase sempre se aplica às demonstrações públicas de gosto e alegria, celebradas com festas, bailes, etc., em memória de faustos acontecimentos. – Jovialidade significa “disposição natural para a alegria ruidosa mais inocente, temperamento irrequieto, festivo, quase ufano da vida”. Há velhos joviais; mas a jovialidade só assenta nos moços. – Alacridade é a

“alegria aberta e serena, discreta e segura”. – Satisfação é “o estado de alma em que ficamos quando alguma coisa vem corresponder aos nossos desejos, aos nossos sentimentos”, etc.

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ALEIVE, aleivosia (aleivoso), calúnia (calunioso, caluniador), traição, (traiçoeiro, traidor), perfídia (pérfido), deslealdade (desleal), infidelidade (infiel), falsidade (falso, falsário). – Aleive é a própria calúnia que se disfarça, praticada com má-fé, à traição; aleivosia é a qualidade de ser aleivoso. Emprega-se frequentemente aleivosia por aleive. – Calúnia é “a falsa imputação que se faz a alguém de atos que lhe prejudiquem a honra”. – Calunioso é aquilo que envolve calúnia; e caluniador, o que perpetra calúnia. – Traição é, propriamente, o “ato de faltar à fé que se devia”; e confundese, portanto, com perfídia e infidelidade. Mas o traidor é sempre infiel, e pode não ser pérfido; pois a perfídia consiste em “faltar à fé parecendo fiel”. Calabar foi traidor; e não se poderia dizer que foi pérfido, pois que traiu abertamente, passou para os inimigos sem astúcias com os seus próprios. Entre os dois vocábulos traiçoeiro e traidor há diferença análoga à que notamos entre calunioso e caluniador. – A deslealdade consiste em faltar com alguém, que é nosso igual ou superior, a deveres ou compromissos que temos contraído. O homem desleal é o que sai das normas, dos bons princípios morais, ferindo ou prejudicando aquele a quem devia lealdade. – A falsidade consiste no modo traiçoeiro, nas maneiras dissimuladas com que procura alguém enganar a outrem para lograr do enganado alguma coisa. Falso é o que nos diz aquilo que não sente; que nos promete o que não tem tenção de cumprir; que dissimula com ares