(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_188.txt nte é aquele que não teme o perigo e é capaz de enfrentá-lo. “É à valentia dos soldados, tanto pelo menos quanto à bravura do general, que se deveu a vitória”. – Esforço é a ação moral ou física de que alguém é capaz. O indivíduo esforçado é o que tem qualidades para vencer pelo trabalho. – Reforço é “acréscimo de força, aumento de vigor”. É reforçado o homem que tem mais desenvolvidos os órgãos de ação física próprios para uma certa função ou esforço: reforçado do peito, das pernas, dos braços. – Possante quer dizer – “que tem grande força, que se impõe pelo enorme poder dos músculos” (possança). Confunde-se com pujante e potente. É preciso notar, no entanto, que pujante se diz daquele que é capaz de vencer em pugna; que potente adita à noção de “poderoso, a ideia de ativo, energético, eficaz”; e que possante sugere ideia de “opulência de força” e “majestade de aspeto.” “O gladiador estava ainda em toda a sua pujança”. “Quando operou aquela possante máquina de guerra...”, “A alma potente do justo a nada cede”. “A potência daquele espírito, daquelas grandes virtudes ou daquelas construções maravilhosas”. 235 ALFANJE, cimitarra, espada, gládio, terçado, durindana, montante, chanfalho, sabre. – Espada – diz Roq. – é palavra italiana e castelhana, que vem do latim bárbaro spatha, do grego spathe, que significa “espátula”, e espada de folha larga na ponta; e designa a arma que se julga corresponder ao gladius dos latinos. – Gládio é a palavra latina gladius, que, segundo Varrão, vem de cladis “matança na guerra” (quasi cladius, quod ad cladem sit inventus). Não se sabe ao certo qual era a forma desta arma ofensiva entre os romanos, mas deve ter-se como provado que se metia em bainha, que se punha à cinta, e que era longa, porque Cícero diz na oração pro Marcello: Gladium vaginâ vacuum in urbe non vidimus – “não vimos na cidade espada desembainhada”. E zombando de seu genro Lentulo, que sendo de pequena estatura, trazia uma grande espada à cinta, disse: Quis generum meum ad gladium alligavit? – “Quem foi que atou meu genro àquela espada?” O primeiro talvez que usou esta palavra em sentido reto, como em latim, foi Filinto Elysio, na tradução dos Mártires, 1. 6., onde diz: Detrás dos Vexillarios vão Hastatos. Com gladios na segunda forma, etc... Foi, contudo, usada em sentido figurado por escritores de boa nota para designar o poder supremo, e também um castigo de Deus, como disse Camões, falando da peste: “O gladio que feriu o povo”. – Quer o autor dos Sinônimos da língua portuguesa (D. Fr. F. de S. Luiz) que se use esta palavra em sentido reto quando aludirmos aos usos bélicos dos romanos; e nomeadamente se houvéramos de traduzir aquele lugar de Vegecio, De Re Milit., II, 15: Habent... gladios majores, quos spathas vocant, et alios minores, quos semispathas nominant – em que não poderíamos deixar de empregar os dois vocábulos gladio e espada, senão usando de um circunlóquio extenso e escusado. Mui sensato é este parecer; resta que se adote e se