(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_165.txt es de cereais, de determinadas plantas, de artes, de letras, etc. Colono só remotamente encerra a ideia de agricultura. O colono habita terra que não é sua própria, seja para que a cultive, seja para simplesmente povoá-la”... 201 AGUARDAR, esperar. – Segundo d. José de Lacerda, “aguardar é estar à espera, dando atenção, olhando se sucede, ou se vem alguma coisa ou pessoa, que deve suceder ou vir, ou que se presume sucederá ou virá. Esperar é ter esperança, aguardar algum bem que se deseja e se julga que há de vir. Espera-se o que é feliz ou agradável; o que se aguarda pode sê-lo ou não”. 202 AGUAR, banhar, molhar, irrigar, regar, alagar, inundar. – Aguar diz apenas – “derramar água sobre alguma coisa, juntar água a..., encher de água, banhar de água...” – Banhar é “meter n’água alguma coisa, ou aguar tão bem como se a coisa banhada tivesse imergido n’água, ou noutro líquido”. – Molhar é propriamente “umedecer ao ponto em que a coisa molhada perca o estado de secura, a solidez, a densidade, a dureza própria ou normal.” – Irrigar e regar confundem-se. Irrigar, no entanto, não é mais do que uma extensão de regar. Dizemos – regar ou irrigar as plantas, os campos, os jardins; mas não dizemos – regar as ruas (sim irrigar). Mesmo tratando-se de campos, se o trabalho de umedecer as terras é feito por meio de canais, represas etc., dizemos – que se irrigam, e não – que se regam. – Alagar e inundar também se confundem. Mas alagar sugere a ideia de que a porção de espaço alagada ficou por algum tempo debaixo d’água (como formando lago); e inundar envolve ideia de extravasamento, de invasão de água por excesso dela em outro ponto, ou por transbordamento. – Água-se uma flor, num vaso, para que não murche tão depressa. – Banha-se o rosto, as mãos, imergindo-os, ou pondo-os debaixo de uma corrente de água; e também fica-se com as faces banhadas de suor, ou de lágrimas, se o suor é tanto, ou se tão abundantes são as lágrimas que as faces fiquem tão molhadas como se tivessem saído d’água. – Molha-se o dedo na salmoura; molha-se a cabeça apanhando chuva sem estar coberto; molha-se os pés na sarjeta, ou na grama orvalhada. Rega-se o canteiro; regam-se as hortas; rega-se a goles de água ou de vinho a garganta ressequida. Irrigam-se as plantações, as lavouras, os campos, as ruas. A enxurrada inundou as ruas; e estas durante muitos dias ficaram alagadas. As grandes chuvas alagaram os campos. A ruptura do açude inundou o caminho. 203 AGUDEZA (agudo), perspicácia (perspicaz), penetração (penetrante), sagacidade (sagaz), finura (fino); atilamento (atilado), tino (atinado), argúcia (arguto e argucioso), astúcia (astuto e astucioso), subtileza (subtil). – Os três primeiros substantivos do grupo, segundo S. Luiz, “exprimem diferentes qualidades da vista corporal, e por translação se aplicam ao entendimento ou à vista intelectual. – A perspicácia da vista vê claro por entre, e através da nuvem, do véu, do obstáculo. A agudeza vê os objetos mais subtis, mais finos, mais