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a um partido, a um hábito, a uma pessoa, a um animal; assim como o animal tem apego ao homem. – Dedicação é o desprendimento de si próprio em favor de outrem, ou de alguma ideia; não é o sentimento, mas o efeito de uma firme resolução, de um como voto feito, e pelo qual nos consideramos ligados. Um criado é dedicado a seu amo; um homem é dedicado ao seu partido; a dedicação leva às vezes ao sacrifício.

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AFETAÇÃO, fingimento, disfarce, simulação, dissimulação, contrafação, aparência, fantasia; afetar, fingir (fazer de, representar de), disfarçar, simular, dissimular, contrafazer, aparentar, fantasiar; afetado, fingido, disfarçado, simulado, dissimulado, contrafeito, aparente, fantasiado. – Afetação é “o modo contrafeito de mostrar sentimentos, aptidões, intuitos, etc., que realmente não se têm”. O indivíduo afetado é o que anda, fala, traja e se apresenta fora do natural. Quem afeta alguma coisa inculca sentir o que de fato não sente. Usa-
-se também este verbo como pronominal: o indivíduo que se afeta no dizer é o que procura apurar tanto a elocução que se torna ridículo. – Fingido é aquele que faz por parecer o que não é: é mais hábil, astuto, que o afetado; pois, enquanto este exagera porque aspira passar por mais do que realmente é, o sujeito que se finge quer ser diferente daquilo que é; encobre com artifícios (fingimentos) o que sente, e procura, portanto, iludir os

outros. Usa-se o verbo fingir como transitivo e como pronominal. – Os verbos fazer e representar em certas formas valem por fingir; como, por exemplo, nestas frases: “O pobre homem está fazendo de Judas”; “ele se faz de tolo” (o homem está fingindo ou representando de Judas; ele finge ou finge-se de tolo, ou representa de tolo). – Disfarçar é tomar aspeto, ou aparências, que aos olhos de outrem encubram a verdade que não se deseja, reconhecida. Disfarce é muito semelhante a dissimulação; como simular é próximo de fingir. O sujeito que se disfarça, ou que disfarça suas intenções, reveste-se de artifícios (disfarces) que o desfigurem; ou procura, no que diz, nos gestos, nas atitudes, ocultar o que pensa ou quer. O sujeito que dissimula faz por parecer estranho ao que se passa em volta de si. O dissimulado mostra-se alheio exatamente àquilo que de fato lhe interessa. A dissimulação pode não ser um defeito: o disfarce nem sempre. Um homem prudente pode, muitas vezes, dissimular, por discrição. O homem que disfarça procura sempre arredar do pensamento dos outros a noção exata do que lhe convém: o que dissimula cala mais o que sabe ou o que sente do que disfarça o que deseja, quer ou pensa. Parece, portanto, que o disfarçado tem intuito de enganar; e que nem sempre se poderá dizer o mesmo do dissimulado. – Simular e fingir têm de comum a significação de “ocultar, por um falso exterior, a verdade, inculcando outra coisa que por ela se quer fazer passar”. Mas quem simula faz que uma coisa pareça em vez de outra; que uma coisa seja semelhante a outra (as palavras latinas simulare e