(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_140.txt – “patrocinador de crimes ou de criminosos” (patrono de criminosos seria já coisa muito diferente: o patrono de criminosos toma, de acordo com as leis, a defesa de criminosos; o patrocinador de criminosos acolhe, protege criminosos; anima, induz os celerados a praticar crimes). – Padroeiro é propriamente “o que exerce o direito de padroado”; e por extensão é “o que nos ampara perante alguém de cuja munificência temos necessidade”. S. Sebastião é o padroeiro da cidade (isto é – protege no céu a cidade do Rio de Janeiro). – Defensor, como já vimos no parágrafo precedente, é toda pessoa que defende a outra. – Protetor (de protegere = pro + tegere, “cobrir, ocultar, esconder”) é “o que nos toma sob sua guarda, sua solicitude e valimento, e não só nos ampara, como nos habilita a vencer na vida, ou a triunfar numa certa conjuntura”. A ação de proteger (de protetor) naturalmente marca, muito claro, melhor do que todos os outros do grupo, a superioridade de condições da pessoa que protege sobre as da pessoa protegida. – Intercessor é a pessoa que se põe entre nós e aquele perante o qual precisamos de defesa. Poderia confundir-se com mediador; mas este é o que se interpõe entre duas pessoas “para servir apenas de veículo, por assim dizer, entre elas”: enquanto que intercessor sugere a ideia de que a pessoa pela qual se intercede precisa de defesa e proteção perante aquela junto da qual tem de agir o intercessor. – Mediador, portanto, mais se parece com intermediário: este, porém, é apenas o que se põe ou fica entre duas pessoas fazendo sentir a uma o que a outra quer, e vice-versa; ao passo que o mediador tem sempre algum interesse ou empenho em conciliar aqueles entre os quais se põe. – Medianeiro diz muito mais do que mediador: é “o que interpõe a sua autoridade, prestígio e valimento em favor de alguém e perante um poder a cuja presença esse al- guém não pode ir diretamente para alcançar o que deseja”. – Interventor é “aquele que, em nome de um terceiro, se mete entre duas ou mais pessoas ou facções, para restabelecer acordo ou ordem entre elas, e não sendo mais por uma que por outra”. 171 AFABILIDADE, agrado, amabilidade, civilidade, urbanidade, polidez, cortesia, cortesania, delicadeza, benignidade, benevolência, carinho, afeição, complacência, bondade, fineza, ternura, meiguice, indulgência; afável, agradável, amável, civil, urbano, polido, cortês, cortesão, delicado, benigno, benévolo, benevolente, carinhoso, afetuoso, complacente, bom, fino, bondoso, obsequioso, terno, meigo, indulgente, amistoso. – Segundo Bruns., “a afabilidade (do latim ad “a”, e fari ou afari “falar”) dá-se de superior para inferior, e não ao contrário”. Consiste na maneira cativante com que as pessoas de posição prendem a vontade dos que lhes falam, mostrando-se assim afáveis. O agrado é o testemunho da alegria que sentimos ao receber em nossa casa, ou ao falar em qualquer parte com uma pessoa, de qualquer condição que ela seja; dá-se de superiores para inferiores, e vice-