(sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_252.txt de fosse permitido assassinar, o assassÃnio não figuraria nas leis penais: não seria propriamente assassinato. â à matador âaquele que mata, seja homem, seja irracionalâ. â Morte é o que praticou o matador. â Matança é âmorte de muita gente, ou de grande número de animaisâ, sem mais ideia alguma acessória. â MorticÃnio é âmatança de criaturas humanas em grande número, e incapazes de defender-seâ. Podemos dizer â matança de bois ou de ratos, e â matança de mulheres, ou de inocentes. Não devemos dizer, porém, morticÃnio de bois. 3G4 ASSAZ, bastante, suficiente. â âEstes três vocábulosâ â diz Bruns. â âassim dispostos apresentam a sua gradação descendenteâ: assaz é mais que bastante; bastante é mais que suficiente. âLivro assaz despretensiosoâ, dir-se-á do livro que não tem pretensões, âF. é assaz incrédulo para...â diz claramente que o indivÃduo do que se trata não é crédulo. Este vocábulo, sendo puramente adverbial, pode frequentemente confundir-se com bastante; menos vezes, porém, com suficiente. â Bastante indica maior quantidade que suficiente. â Quando se diz: âTenho o bastante para fazer esta viagemâ â entende- -se que não há necessidade de esquivar-se a gastos supérfluos. Não se entende a mesma coisa ao dizer: âTenho o suficiente para a viagemâ â revelando, esta maneira de se exprimir, que não se tem dinheiro de sobra. 3G5 ASSÃDIO, cerco, sÃtio, bloqueio. â A julgar só pela respetiva estrutura, assédio e sÃtio não se diferençariam senão pela forma. Assédio (de ad + sedes; ou de assideo = ad + sedeo) é a operação de acampar um exército hostilmente junto ou diante de uma cidade, ou de uma fortaleza. â SÃtio (de obsidium formado de obsideo = ob + sedeo) deveria ter o mesmo valor de assédio, desde que se lhes encontra no fundo o mesmo radical, e tendo muito de comum as duas preposições ad e ob. E, no entanto, não seria possÃvel, quando menos em grande número de casos, confundir os dois vocábulos. Bastaria notar que se diz: âfechar o sÃtioâ, âapertar o sÃtioâ; e não â âfechar o assédioâ, nem âapertar o assédioâ. â SÃtio, portanto, não é simplesmente assédio: é mais próximo de cerco, pois não só dá ideia da duração que podem ter as operações de guerra, como ainda a ideia do aperto em que se põe a praça sitiada, cercando-a por vários, ou mesmo por todos os lados. O assédio poderia consistir apenas em manobras a certa distância, ou à vista mesmo de uma praça, ameaçando-a, pondo-a em perigo crescente; sem sugerir, no entanto, ideia necessária de cerco propriamente. â Cerco é termo genérico e designa aqui a operação de âinstalar forças militares em torno de uma praça, no propósito de rendê-laâ. O cerco pode ser de curta duração; e o sÃtio supõe-se que será longo. Além disso, não dá o cerco ideia alguma da coisa cercada: pode ser uma grande cidade, uma aldeia, um forte, um posto militar, ou mesmo uma casa, um bosque, onde se tenha metido o inimigo. â SÃtio sugere ideia da importância da praça sitiada. â Bloqueio (do alemão blockhaus âpequeno fort