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dizer-se – “brasa viva”, expressão que é muito trivial. Também se diz – “brilhar como uma áscua de oiro”; “ferro em brasa”: expressões que parecem autorizar-nos a empregar o termo brasa para exprimir calor; e áscua, para exprimir “brilho ou fulgor”.

3G2
ASSASSINAR, matar, trucidar, massacrar, degolar. – Matar enuncia a ideia geral de “tirar a vida a um ser vivo”. Só figuradamente se emprega este verbo para significar – “exaurir, fazer cessar, tirar o vigor”. – Assassinar é “matar a homem que se não pode defender, e matar com perfídia e violência, ou à traição, com injustiça e crueldade”. – Trucidar é “matar com excessos de barbaridade, e abusando o matador da sua força, ou das vantagens que tem sobre a vítima”. – Massacrar (do francês massacrer, adaptado do alemão matsken “degolar”) é “matar em massa gente sem defesa” (Besch.). – Degolar é “matar cortando o pescoço”. Na guerra, degolar equivale quase, ou melhor, é o termo próprio para exprimir – trucidar, massacrar.

3G3
ASSASSINO, assassínio, assassinato; matador, morte, matança, morticínio; homicida, homicídio. – Assassino é o que, à traição, ou abusando da sua força, mata o seu

semelhante. Entre assassínio e assassinato não fazem os léxicos distinção alguma. E, no entanto, em direito seria preciso marcar talvez uma certa diferença entre os dois. Neste exemplo: “Os bandidos foram cometendo, em toda aquela região desolada, assassínios em massa...” – seria possível empregar, com a mesma propriedade, assassinatos em vez de assassínios? Bourg. e Berg., no seu artigo sobre assassinat, meurtre, homicide, dizem que “o homicídio é o fato de dar a morte a outrem, voluntária ou involuntariamente. O homicídio involuntário é uma desgraça e não um crime”. Só é crime, portanto, o homicídio voluntário; isto é, a morte de criatura humana feita com a responsabilidade do que matou. Dizem-nos agora os citados autores: “L’homicide, commis volontairement, est un meurtre.” Parece que não poderemos traduzir este vocábulo francês meurtre só por morte, como vemos algures. O homicídio, cometido voluntariamente, decerto que é morte, no sentido que esta palavra tem aqui. Nem sempre, no entanto, a morte, isto é, o “ato de matar”, será homicídio. São os mesmos autores indicados que definem: “Le meurtre, commis avec préméditation ou guet-apens, se nomme assassinat”. Logo, o meurtre, cometido sem premeditação, não é assassinato. Nem será morte se o que o fez não usou de violência. Diremos, por exemplo, que F. praticou morte envenenando alguém? E não seria o caso de dizermos então que
F. cometeu assassínio? Sob um ponto de vista filológico, seria preciso notar que a desinência ...io de assassínio marca simplesmente forma substantival; enquanto a terminação
...ato em assassinato sugere a ideia de crime ou delito, infração de lei. Conclui-se ao menos de tudo que assassínio designa o ato em si mesmo, a ação de matar com premeditação e abuso de força; e que assassinato designa o próprio crime, capitulado nos códigos. Num país on