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issão de pedagogo.

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AIROSO (airosidade), nobre (nobreza), gracioso, engraçado (graciosidade, graça), donairoso (donaire), elegante (elegância), gentil (gentileza), formoso (formosura), belo (beleza), bonito (boniteza), lindo (lindeza), galante (galantice, galanteria), taful (tafulice, tafularia), garboso (garbo, garbosidade), gazil, grácil (gracilidade), galhardo (galhardia), bizarro (bizarria), vistoso, esbelto (esbelteza), distinto (distinção), cavalheiro, cavalheiroso, cavalheiresco (cavalheirismo), fidalgo (fidalguia), loução (louçania), garrido (garridice), guapo (guapice). – Airoso se diz de quem apresenta um aspeto agradável. A pessoa airosa pode não ser bela, nem mesmo elegan-

te: basta que tenha nos modos, no porte, no andar uma certa graça (airosidade); que tenha uns ares que nos agradem. – Nobre, aqui, acrescenta às qualidades de airoso, elegante, galhardo, a de distinto. A nobreza confunde-se com a fidalguia; mas esta é menos distinta e brilhante. – Fidalgo é o que se mostra fino, delicado nas maneiras; nobre é o que, além disso, é austero na moral, digno, generoso. – Graça, neste grupo, é “o dom subtil, delicado, suave, que consiste num modo de ser que atrai, encanta, seduz”. – Engraçado é o que mostra alguma graça nas maneiras, no falar, etc. – Gracioso é aquele ou aquilo cujo aspeto tem graça. Graciosidade é a qualidade de ser gracioso. – A graça é mais que o simples donaire. É donairosa a pessoa que é mais engraçada que graciosa; pois a graça é uma prenda mais espiritual, e que, portanto, impressiona mais o coração que os olhos; enquanto que o donaire é apenas uma aparência airosa. – Elegante é “o que é bem modelado, tem nobre aspeto, e é distinto e gracioso”. A elegância consiste no modo de ser discretamente belo, de ser aprimorado sem afetação. – Gentil é “o que tem delicadeza, garbo próprios de fidalgo”. Gentileza é “a galhardia e bom ar” – diz Roq. – “acompanhado de nobre presença; é mais varonil que a formosura; e sendo esta privativa do sexo feminino, deve aquela usar-se particularmente quando se fala do masculino”. Disto nos deixaram exemplos dois mestres da língua. Vieira, falando de Absalão, a quem chama galhardo e belo, diz: “Esta foi a pensão que pagou Absalão à sua gentileza”. (V, 441). E o padre Bernardes, falando de Fortunato de Chiaromonte, diz: “Era de tão rara gentileza, ornada com os retoques da modéstia...” (V, 116) – Consiste a beleza e a formosura na boa proporção e harmonia das partes que compõem um todo; a palavra formosura, porém, limita-
-se a representar aquela ideia com relação

ao agradável; a palavra beleza representa a ideia da perfeição possível. Neste sentido admira-se a beleza do Apolo do Belvedere, do Hércules Farnésio, dos quais não pode, com igual propriedade, dizer-se que são formosos; a Vênus de Médicis, porém, e o Apolo Pitio, são belíssimos para os inteligentes, e formosos para todos. São os olhos os juízes da formosura; e por isso acontece muitas vezes que o gosto, viciado por algum