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que se condimentou com perícia é apetitoso e restaurador. – Tanto condimentar como temperar se usam também no sentido figurado. Condimenta-se o estilo; tempera-se a frase...

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ADULAR, lisonjear, louvaminhar, bajular, engrossar; adulador, lisonjeiro (ou lisonjeador), louvaminheiro, bajulador, engrossador. – Lisonjeiro (ou lisonjeador), de todos os vocábulos do grupo, é o que enuncia ação que nem sempre é vil. Quem lisonjeia pode querer apenas tornar-se agradável ao lisonjeado; e quando o não faz por uma requintada delicadeza será talvez com o pensamento de ganhar-lhe o coração, de fazer-se-lhe simpático. O lisonjeiro não é, portanto, nem sempre pelo menos, um sujeito indigno; pode ser exagerado, ou não ser sincero no louvar: não será baixo. Só quando a lisonja é calculada, excessiva, soez, repugnante, é que passa o lisonjeiro a ser adulador. E adular não se reduz a simples louvores ou ao intento de ser agradável só por palavras; mas estende-se aos atos, a todo o esforço que faz o adulador por insinuar-se no ânimo do adulado. – Bajular exprime ação ainda mais abjeta que a do verbo adular. O bajulador humilha-se; como diz Bruns. – “serve de capacho ou de sabujo”, e não se satisfaz “só com palavras, mas vai até os serviços mais asquerosos” que dele exija o bajulado. – O louvaminheiro não é tão sórdido como o bajulador; nem mesmo se envilece como o que adula: será talvez mais próximo do lisonjeador, pois louvaminhar não é senão lisonjear demais e continuamente, fazer louvaminhas, isto é, gabos, louvores afetados e fúteis, e portanto que mais enojam do que louvam. – Engrossar, aqui, é termo de gíria, empregado em linguagem popular para dizer o mesmo que lisonjear com certa intenção de insinuar-se no ânimo do lisonjeado. É quase adular. Quem engrossa, no entanto, nem por isso se tem na conta de indigno como quem bajula. É mais termo criado pelo instinto de crítica do nosso povo para zurzir o vício de, em política principalmente, abrir caminho adulando os chefes de quem dependem as posições.

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ADULTERAR, contrafazer, falsificar, imitar. – Adulterar e falsificar confundem-se facilmente: exprimem ambos “a ação de tirar a uma coisa as qualidades que lhe são próprias”. Mas falsificar é fazer isso, estragando, corrompendo, diminuindo o valor à coisa falsificada; e adulterar é alterar a pureza própria de uma coisa dando-lhe outro aspeto, aumentando-lhe ou diminuindo-lhe o peso, o volume, etc. Falsificase um produto de indústria introduzindo no mercado (e com o mesmo nome e com todas as aparências de que seja o mesmo) um outro produto que não tem as mesmas qualidades daquele. Por isso, falsificar é também convizinho de contrafazer. Quem contrafaz, no entanto, pode muito bem ser que não estrague o produto, nem lhe tire o valor próprio: é possível até que a coisa contrafeita seja superior à coisa legítima. Este verbo contrafazer sugere, portanto, mais a ideia de infringir direitos alheios, de aproveitar alguém, em seu favor, do esforço que outro fez – do