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que se popularizou, sentença jurídica ou moral criada por alguma grande autoridade”. – Dito, ditado e anexim confundem-
-se: o dito quase sempre tem ares de pilhéria; o ditado é dos três o que mais se aproxima de adágio, e em regra tem quase o valor da máxima, pois esta é sempre uma noção resumida por grande autoridade moral, e que em poucas palavras dá um sábio conselho. E é exatamente por isto que se distingue máxima de ditado: este é anônimo e popular: a máxima é menos comum e tem autor quase sempre conhecido e até indicado ao ser ela proferida. Além disso, a máxima é sempre moral: o ditado pode exprimir apenas um conselho, dar uma noção, um simples conceito vulgar. – Preceito pode aproximar-se dos precedentes: é também uma norma ou regra de conduta, ou de dever, de ação ou de execução, pois o preceito pode ser de moral, de ciência, de arte, de religião, e nisto distingue-se dos outros. – Princípio é mais do que preceito. Este é o que se prescreve, se impõe, se dá como regra: princípio é “o que está consagrado pela razão vigente, o que já foi tão suficientemente demonstrado que dispensa mais demonstração”. Por isso, aproxima-se de axioma, que é também “enunciado aceito por todos como sendo de si mesmo evidente”. – Aforismo tem menos de científico e de preciso do que axioma: designa também, no entanto, “regra de conduta, preceito ou noção expressa em breves termos”. – Pensamento e conceito são palavras de significação mais vaga, e designam apenas um juízo enunciado com intenção de exprimir uma verdade, quer tratando-se de ciência, quer de arte. Conceito é a síntese

de uma noção a que se chegou pelo estudo ou pela reflexão; pensamento é menos preciso – é “uma proposição de forma simples, precisa, mas eloquente, dando um conselho, uma verdade, ou qualquer coisa que interesse ou que seja útil”. – Apotegma é “juízo ou sentença, profunda atribuída a uma alta autoridade”; ou, como diz Aul. “dito notável ou palavra memorável de algum personagem ilustre”.

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ADARGA, escudo, broquel, rodela, pavês, égide. – Segundo Roq., todas estas palavras designam “armas defensivas, muito usadas antes da invenção da pólvora, e que serviam para cobrir o corpo, ou parte dele contra os botes de lança, golpes de espada, os dardos, e armas de arremesso, mas que se diferençavam na matéria ou na forma, ou no uso que das mesmas se fazia. – Escudo vem do latim scutus (do grego skútos “couro”, porque os primeiros foram de couro) e significa a arma defensiva oblonga ou oval, a mais conhecida de todas e a mais forte, porque se fizeram logo de ferro e aço; enfiava-se no braço esquerdo pelas braçadeiras; nele pintavam os guerreiros suas letras e divisas, e daqui veio chamar-se também escudo às armas de uma família ou de uma nação, como se vê daqueles versos de Camões:
Vede-o no vosso escudo, que presente Vos amostra a vitória já passada;
Na qual vos deu por armas, e deixou As que Ele para si na cruz tomou.
(Lus. I, 7).
   Broquel, palavra comum à língua castelhana, que provavel