(sem título)
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Col E ç ÃO An T ônio DE Mo RA is SilvA
E STUDOS  DE  L ÍNGUA  P ORTUGUESA 

Ac ADEM i A BRAsilEiRA DE LETRAs 

Dicion ÁR io DE Sinôni MO s DA Líng UA Po RTU g UE s A 

Ac ADEM i A B RA sil E i RA DE L E TRA s 

Rocha Pombo 

Col E ç ÃO An T ônio DE Mo RA is SilvA
E STUDOS  DE  L ÍNGUA  P ORTUGUESA 

~ DicionÁRio DE SinôniMOs DA LíngUA PoRTUgUEsA

2.a Edição

Rio de J aneir o	2011 

C O L E Ç Ã O A N T Ô N I O D E M O R A I S S I LVA A C A D E M I A B R A S I L E I R A D E L E T R A S 
Diretoria de 2011
Presidente: Marcos Vinicios Vilaça
Secretária-Geral: Ana Maria Machado Primeiro-Secretário: Domício Proença Filho Segundo-Secretário: Murilo Melo Filho Tesoureiro: Geraldo Holanda Cavalcanti
C O M I S S Ã O D E L E X I C O G R A F I A D A A B L 
Eduardo Portella Evanildo Bechara Alfredo Bosi
Preparação
Ana Laura Mello Berner
Revisão
Vania Maria da Cunha Martins Santos Denise Teixeira Viana
Paulo Teixeira Pinto Filho João Luiz Lisboa Pacheco Sandra Pássaro
Produção editorial
Monique Mendes
Editoração eletrônica
Estúdio Castellani
Projeto gráfico
Victor Burton

Catalogação na fonte:
Biblioteca da Academia Brasileira de Letras

P784 Pombo, Rocha, 1857-1933.
   Dicionário de sinônimos da língua portuguesa / Rocha Pombo ; [apresentação, Evanildo Bechara]. – 2. ed. – Rio de Janeiro : Academia Brasileira de Letras, 2011.
526 p. ; 23 cm. – (Coleção Antônio de Morais Silva ; v. 10) ISBN 978-85-7440-184-3
1. Língua portuguesa. I. Bechara, Evanildo, 1928-. II. Título. III. Série.
CDD 469

~ Apresentação

EvA nil DO BECkARA 

trajetória cultural de Rocha Pombo é o fiel espelho de um permanente bravo lutador que, vencendo as precariedades do torrão natal, galga honroso lugar no quadro
dos intelectuais brasileiros. De nome completo José Francisco da Rocha Pombo, nasceu o autor deste Dicionário de Sinônimos em Morretes, na província do Paraná, em 4 de dezembro de 1857, com evidentes dotes literários, que cedo se manifestaram; mas foi para a carreira política que encaminhou seus primeiros passos, alcançando, aos vintes anos, lugar de destaque na Assembleia Provincial. Entretanto, se viu impotente para inverter suas posições diante das poderosas tramas parlamentares de uma política quase sempre afastada do interesse público. Salvou-o a alegria de ver publicado nesse mesmo ano seu primeiro estudo sobre instrução pública, na revista fluminense A escola, com transcrição na Revista del Plata, de Buenos Aires. Encontrara na atividade cultural o campo em que se iria destacar, mas um campo que pouco lhe dava para garantir com dignidade seu sustento e da sua família. Os obstáculos não o tiraram da trilha iniciada; em Curitiba, viu em 1888 publicado seu romance A honra do barão; em 1882, Dadá, a boa filha e, em 1888, Petrucelo. Também não lhe faltava o estro para o poemeto Guaíra, saído em 1886. Desiludido com os parcos recursos que seu torrão natal lhe oferecia, deixou Curitiba em 1897, transfe