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e outro deixaram no país legítimo renome...”

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AMBULANTE, errante, vagabundo, teatino, peregrino, nômade, perdido, vagante, passeante, vadio, tunante, airado, vaganau. – Segundo Bruns., ambulante diz-se de quem exerce um mister de terra em terra: músico ambulante; dentista, professor ambulante. – Errante, sem compreender a ideia de mister, aplica-se a quem anda de terra em terra, sem rumo fixo, e sem mais objeto que o de não estar parado: de todos é conhecida a lenda do Judeu errante. – Vagabundo acrescenta à ideia de errante a de ociosidade, vadiagem”. – Teatino propriamente era o monge pertencente a uma Ordem religiosa, fundada nas primeiras décadas do século

XVI na Itália, e que tomou esse nome da circunstância de ser o seu fundador (Caraffa), arcebispo de Chieti, outrora Teate. Esses monges de Teate viviam a pregar de terra em terra, como se não tivessem destino e se se não deixassem dirigir de nenhuma autoridade. Daí a significação com que ficou esta palavra teatino na linguagem comum: designa o (homem ou animal) que anda vagando, que não se submete a autoridades, ou que não tem dono conhecido. – Peregrino também apresenta aqui uma significação especial, apenas análoga à própria (de romeiro): designa “o que viaja por terras estranhas, longe do próprio país”. – Nômade (ou nômada) se aplica para designar o homem primitivo que não tinha morada, ou habitação fixa. – Perdido, aqui, quer dizer “que errou o caminho, desorientado” (equivalente ao égaré do francês). – Vagante é o mesmo que vagabundo, mas sem a ideia, que neste é necessária, de vadiagem: antes aproxima-se mais de passeante, que significa – “andar vagaroso, despreocupado, só por distração”. – Vadio “é o que vaga por ociosidade; que não se ocupa de nada; que não tem domicílio certo.” – Tunante é “o vadio de baixa classe, vagabundo, trocista e malandro”. – Airado será “o vadio elegante; o que leva vida solta e alegre”. – Vaganau = “que vive a vagar, à ventura, sem eira nem beira”.

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AMEAÇAR, intimidar, amedrontar, atemorizar, assustar. – Ameaçar é “dizer ou protestar que se fará algum mal, ou que se imporá algum castigo (se se trata, neste último caso, de superior para inferior). – Intimidar diz propriamente “causar temor”; e o mesmo significa atemorizar. Há entre os dois a diferença que consiste em sugerir o verbo intimidar a ideia de que a pessoa que intimida conta com a fraqueza de ânimo da

pessoa que é intimidada: o que não se dá com atemorizar. Não seria próprio, portanto, dizer que um herói se intimida; enquanto que sem desar para ele, bem se poderia admitir que um herói se atemorizasse do castigo divino. Também não se atemoriza a uma criança, nem um idiota, nem a criatura alguma incapaz de sentir o verdadeiro temor, que é um escrúpulo ou um forte movimento de consciência, um medo sagrado. – Amedrontar é que convizinha muito de perto com intimidar: quer dizer “impressionar algum ânimo fraco”; isto é, “tolhê-lo, ou induzi-lo a ceder a motivos imaginários”. Deve notar-se u