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confunde-se com cognome e com alcunha; mas diferença-se destes em não ser próprio e expresso, mas apenas alusivo do indivíduo a quem se aplica: vale mais por um epíteto que designa o indivíduo sem nomeá-lo, do que propriamente por um nome. – Apodo é quase o mesmo que alcunha; mas não é muito usado em português com esta significação.

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ALEGAR, citar. – Segundo Roq., “alegar é referir a seu favor algum dito, exemplo, ou autoridade que prova o intento proposto; e em termos forenses, é trazer o advogado leis e razões em defensa do direito de sua causa”. – Citar é referir textos e autoridades

em prova do que se diz; e em estilo forense é noticiar, fazer saber o chamamento do juiz. Citam-se os autores, as pessoas, ou o que eles dizem; alegam-se fatos e razões. Para dar autoridade ao que dizemos, e peso ao nosso dito, citamos; porém, para sustentá-lo, e defender-nos, alegamos. Para defender o réu, citado perante o juiz, alegou o advogado leis e razões tão importantes que por suas alegações conseguiu que ficasse de nenhum efeito a citação.

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ALEGRIA, ledice, júbilo, exultação, regozijo, contentamento, jovialidade, alacridade, satisfação; alegre, ledo, jubiloso, exultante, contente, jovial, álacre, satisfeito. – Diz Roq. que “o contentamento é uma situação agradável do ânimo, causada, ou pelo bem que se possui, ou pelo gosto que se logra, ou pela satisfação de que se goza. Quando o contentamento se manifesta exteriormente nas ações ou nas palavras, é alegria. Pode, pois, uma pessoa estar contente, sem parecer alegre. Pode fingir-se a alegria, porque é demonstração exterior, e pertence à imaginação; não assim o contentamento, que é afeto interior, e pertence principalmente ao juízo e à reflexão. Diríamos que o contentamento é filosófico; a alegria, poética; aquele supõe igualdade e sossego de ânimo, tranquilidade de consciência; conduz à felicidade, e sempre a acompanha. Ao contrário, a alegria é desigual, buliçosa, e até imoderada, quiçá louca em seus transportes; muitas vezes prescinde da consciência, ou é surda a seus gritos, porque na embriaguez do espírito se deixa arrastar da força do prazer; não é a felicidade, nem a ela conduz, nem a acompanha. O homem alegre nem sempre é feliz; muitos há que sem mostrarem alegria gozam de felicidade. Um fausto sucesso, que interessa a toda uma nação, celebra-se com festas e regozijos, alegra ao público, e

produz contentamento no ânimo dos que foram causa dele. Antes que o ardente licor, que dá alegria, fizesse seu efeito no moiro de Moçambique, já ele estava mui contente pelo acolhimento que lhe fazia o Gama, e muito mais pelo regalo com que o tratava, como diz o nosso poeta... – Fixada a diferença entre alegria e contentamento, não será difícil fixá-la entre outros dos vocábulos deste grupo; pois representando todos um estado agradável no espírito do homem, exprime cada um deles seu diferente grau ou circunstâncias”. – Ledice, ou ledica como diziam os antigos, é corrupção da palavra latina lœtitia, e e