(sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_69018a8fe2a906.22652853_168.txt 35) Amo é hoje desusado neste sentido; aio refere-se particularmente ao que educa fi- lho de prÃncipes ou de grandes senhores; preceptor, ao encarregado da educação de qualquer menino; mestre é todo homem que dá lições. â Instrutor é propriamente o que dá alguma instrução prática, e pode-se dizer superficial e ligeira. Instrutor militar; instrutor de ginástica, de esgrima, de equitação. â Institutor é o que ensina meninos em estabelecimento público. Sugere este vocábulo a ideia de criar, formar (instituir) o espÃrito do educando. Talvez que seja, entre todos os do grupo, o mais expressivo da função de educar crianças; pois o próprio termo educador pode não ter a extensão que se atribui ao institutor; e tanto que com perfeita propriedade se deve dizer: educador da mocidade (não institutor); institutor da infância (não educador). Institutor, portanto, diz com muito mais precisão âo que se encarrega de preparar na alma da criança os fundamentos sobre que há de assentar a educação futuraâ. Educar é dirigir o educando, guiá-lo pelo bom caminho (e até pelo mau caminho não deixaria de ser educar). â Quem educa não dá só instrução: nutre, orienta, prepara num certo sentido o espÃrito do discÃpulo; toma conta de toda a sua conduta, de tudo quanto lhe interessa, para que venha a ser na vida o homem que se deseja. Mas o educador faz tudo isso, tendo recebido já o menino ou o moço que lhe veio do institutor. â Quanto aos três últimos vocábulos do grupo, diz Roq.: âTodos estes ensinam em público uma ciência ou faculdade; mas em cada um deles concorrem circunstâncias particulares que os distinguem entre si. â Professor é o que professa, ensina em público uma ciência ou faculdade, expondo suas doutrinas como próprias, e quase sempre ostentando seu saber oralmente, como orador. â Lente ou leitor é o que, segundo o método escolástico, lia ou explicava as doutrinas aprovadas pela escola ou universidade, contidas num compêndio, do qual se não afastava. â Catedrático é o proprietário de uma cadeira (cátedra) de universidade (ou de uma escola superior) em que ensina a faculdade de que está encarregado. O professor pode não ser catedrático; pois há muitos homens sábios e instruÃdos que, sem pertencerem ao corpo universitário, professam em academias, ateneus, reuniões literárias etc. O lente ou leitor pode pertencer, ou a uma universidade, ou a uma corporação religiosa; mas é sempre condecorado com o tÃtulo de mestre. O catedrático pertence sempre a uma universidade (ou a uma escola): se ensina à antiga, tem também o nome de lente; se professa à moderna, pertence-lhe o nome de professorâ. â Pedagogo e pedagogista, que têm hoje acepção muito diferente da antiga, são sinônimos de professor. Tomam-se, porém, quase sempre a má parte; pois aludem, principalmente o primeiro, à presunção com que o pedagogo alardeia a sua capacidade. Deve notar-se que pedagogo é o professor que ensina segundo a pedagogia; e pedagogista é o versado em pedagogia, podendo até não ter a prof