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delicados, e os que, por sua posição, se representam como tais. A penetração vê no interior, no fundo dos objetos.” O homem perspicaz vê claramente através dos disfarces. A vista aguda apanha diferenças, particularidades, minúcias que escapam à visão comum. A vista penetrante alcança o íntimo das coisas, dos fatos. – Sagacidade – diz Bruns. – “vem do latim sagax, que se dizia dos cães que tinham delicadeza de olfato para achar a caça pelo rasto. A palavra, ressentindo-se da etimologia, designa a qualidade especial de descobrir sem esforço o que é confuso, obscuro, emaranhado. É pela sagacidade que se apreciam, no seu justo valor, as qualidades das pessoas e das coisas, e que se descobre o mérito que se oculta, ou o pensamento

que se disfarça. Finura é um termo genérico pelo qual se designa a habilidade de ver, a facilidade de compreender, a oportunidade de obrar, a escolha do falar. Finura é frequentemente sinônimo de velhacaria e de diplomacia.” – Atilamento é “a habilidade, a perspicácia, o cuidado meticuloso com que se faz alguma coisa sem nada esquecer do que lhe pertence.” – Tino é “a finura instintiva, a agudeza natural, um como faro, ou tato muito subtil para apanhar o que nos interessa, para sentir o que convém, o que é razoável”. Exemplo: “É uma criatura de tino admirável: e faz tudo com tanta habilidade e atilamento que maravilha os mesmos que a educaram”. – Argúcia será então a “subtileza no argumentar ou no discutir”. O espírito arguto agencia razões para envolver o adversário na disputa. Argucioso é o que usa de argúcias, de sofismas, na discussão. – Astúcia é a habilidade no emprego de ardis, artifícios para enganar. Astuto = “sagaz no enredo, dissimulado e malicioso”. Astucioso – “que usa de astúcias para enganar”.
– Subtil = “agudo, apurado, penetrante”.
– Subtileza é a qualidade de subtil.

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AGUENTAR, suster, suspender, sustentar, amparar, apoiar, escorar, especar, estear.
– Aguentar é propriamente, como define Aul., – “conservar em equilíbrio sobre a corrente da água”; e por extensão – “manter alguma coisa no estado ou na posição em que se acha, para que daí não saia ou não se desvie”. – Suster (de sustinere, de susum “para cima, acima”, e tenere “conservar, segurar”) significa também “manter (alguma coisa) no lugar em que está”; e é mais expressivo que o primeiro, pois em aguentar, como observa Bruns., se inclui ideia de ação momentânea, ou pelo menos de menor duração, e também de menor emprego de força que em suster”. – Sustentar é uma ex-

tensão de suster: dá ideia do maior esforço com que se apoia ou se mantém alguma coisa no lugar próprio. – Suspender, segundo a formação do vocábulo (susum pendere) diz precisamente “deixar pendente em cima ou no ar”. – Amparar é “impedir, sustendo-a, que alguma coisa caia”. – Apoiar é também “impedir a queda, o abaixamento de alguma coisa”; mas não sugere, tão bem como amparar, ideia de esforço. Uma trave que serve de apoio a outra nem por isso se deve dizer que a ampara. Se alguém