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hufas que de adágio ou provérbio. Distingue-se adágio de provérbio: primeiro – em dar o adágio noção simples e clara, em termos precisos; e em ser o provérbio mais grave, quase sempre mais longo, seco de forma, e enunciando conceito menos vulgar; segundo – em ser o adágio sempre anônimo; enquanto que provérbio pode ter autor conhecido. – Sentença é um provérbio mais solene, mais brilhante de forma, e de sentido ainda mais profundo. Dizemos: “as sentenças, ou os provérbios de Salomão”: e aí não caberia nenhum outro dos vocábulos do grupo. – Parêmia pode ser comparada a provérbio: é menos usada que este, e exprime “sentença sob uma certa forma de alegoria, ou de parábola concisa”, dada em poucas palavras. Segundo Roq., paremia é palavra grega (paroimia) pouco usada em nossa língua, e que significa provérbio, ou sentença vulgar; e como tal usou-a Vieira, dizendo: “E daqui nasceu aquela paremia ou provérbio: que o céu era para Deus, e a terra para os homens.” (IV, 324). – Prolóquio é sentença menos grave e profunda, e mais vulgar que provérbio: propriamente é “a sentença, a frase, a máxima

pela qual começa alguém um discurso ou um escrito, e que anuncia o assunto que se vai desenvolver, ou o ponto de vista que vai ser seguido pelo orador”. Um prolóquio vale sempre por uma proposição, ou mesmo por um período todo. – Brocardo é “máxima que se popularizou, sentença jurídica ou moral criada por alguma grande autoridade”. – Dito, ditado e anexim confundem-
-se: o dito quase sempre tem ares de pilhéria; o ditado é dos três o que mais se aproxima de adágio, e em regra tem quase o valor da máxima, pois esta é sempre uma noção resumida por grande autoridade moral, e que em poucas palavras dá um sábio conselho. E é exatamente por isto que se distingue máxima de ditado: este é anônimo e popular: a máxima é menos comum e tem autor quase sempre conhecido e até indicado ao ser ela proferida. Além disso, a máxima é sempre moral: o ditado pode exprimir apenas um conselho, dar uma noção, um simples conceito vulgar. – Preceito pode aproximar-se dos precedentes: é também uma norma ou regra de conduta, ou de dever, de ação ou de execução, pois o preceito pode ser de moral, de ciência, de arte, de religião, e nisto distingue-se dos outros. – Princípio é mais do que preceito. Este é o que se prescreve, se impõe, se dá como regra: princípio é “o que está consagrado pela razão vigente, o que já foi tão suficientemente demonstrado que dispensa mais demonstração”. Por isso, aproxima-se de axioma, que é também “enunciado aceito por todos como sendo de si mesmo evidente”. – Aforismo tem menos de científico e de preciso do que axioma: designa também, no entanto, “regra de conduta, preceito ou noção expressa em breves termos”. – Pensamento e conceito são palavras de significação mais vaga, e designam apenas um juízo enunciad