(sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690164fc4aacc0.74936119_108.txt udir: tanto podemos dizer âele acorreu ou acudiu ao ver o desabamentoâ, como: âeles acorreram ou acudiram...â Outra diferença: como há casos em que afluir não substituiria nenhum dos dois, há-os também nos quais não seria permitido usar de acudir, nem de acorrer por afluir: por exemplo: em â âas famÃlias da redondeza afluÃram à cidade no dia da festaâ â não poderÃamos (sem alterar o valor lógico da frase) pôr nenhum dos dois primeiros verbos no lugar de afluÃram. Isto quer dizer que afluir significa (como na acepção própria, natural) âmover-se lentamente (como os lÃquidos) numa certa direção, à procura de um pontoâ; e que em acorrer e acudir está implÃcita a ideia de pressa: não se acorre nem se acode devagar, ou sem grande interesse de momento ou urgente. Entre acorrer e acudir é preciso também notar que é fácil marcar uma certa nuança. Quem acode atende a grito de socorro, ou a perigo que viu, ou a alguma coisa que procura solÃcito impedir ou evitar, ou cede a medo, a obediência, a vivo interesse, ou a provocação: o que, pelo menos, nem sempre se dá quanto a acorrer. Quando muito, poder-se-ia dizer que ninguém acorre a um certo ponto, ou para determinado lugar, sem motivo instante; mas quem ouve um grito de socorro não acorre apenas: acode, porque âcorre a socorrerâ. 123 ACOSSAR, perseguir. â Acossar â diz Bruns. â âé perseguir hostilizando; conseguintemente, o acossador tem à vista o acossado. Tal ideia não existe em perseguir, pois entre o perseguidor e o perseguido a distância pode ser considerávelâ. 124 ACOSTUMAR-SE, habituar-se, dar-se, afazer-se, adaptar-se, acomodar-se, ajus- tar-se, aclimar-se (aclimatar-se), identificar-se, afeiçoar-se, amoldar-se, modelar-se. Costume, hábito. â Todos os verbos deste grupo enunciam ação de mudar de vida, de meio, de condição, e afazer-se a condição, meio ou vida nova. Acostuma-se alguém com alguma coisa, ou nalgum lugar, quando sente que o meio, tanto social como fÃsico, lhe não é mais estranho como a princÃpio. Por isso mesmo não se explicaria, por exemplo, que um paulista nos viesse dizer que se acostuma em S. Paulo (isto é, na mesma terra onde nasceu e se criou e onde vive). â Confunde-se acostumar-se, com habituar-se, e com a mesma sem-razão com que se confunde costume com hábito. Não está em mim acostumar-me numa cidade; mas depende de mim habituar-me a um certo serviço, ou a um gênero de vida que nunca tive. â Costume é âtudo que forma o modo de ser próprio de alguém ou de um povo: o convÃvio é que o faz.â Devemos, portanto, os nossos costumes, tanto maus quanto bons, menos a nós próprios do que à ação do meio em que vivemos. â Hábito é âtudo que fazemos já quase maquinalmente, por nos termos exercitado com esforço, ou por termos repetido muitas vezesâ: devemos os nossos hábitos mais a nós próprios do que a outros. Resta observar que costume se poderia definir como s