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verbos é bem sensível quando se compara medo e temor. (Ver o grupo...) Amedrontamos uma criança, um espírito supersticioso, um assassino acossado de remorso ou perseguido da justiça; atemorizamos o mau estudante com a presença do pai; o perdulário lembrando-lhe o futuro; atemoriza-se o réu diante do tribunal; o menino na presença dos examinadores, etc. Sente-se, portanto, que em atemorizar se inclui a ideia do motivo real, grave, sagrado, que leva alguém a perder o ânimo. “O crente atemoriza-se do castigo divino”; ou – “O castigo do céu atemoriza os crentes”. (Ninguém diria amedronta, nem intimida, e menos

acobarda.) – Assustar é “produzir impressão súbita de espanto ou medo”, é causar susto. É dos mais extensivos do grupo. Até os animais podemos assustar. – Aterrar e aterrorizar confundem-se muito, e sem razão. O primeiro exprime “inspirar um medo, um grande espanto, um súbito terror de imobilizar, abater inteiramente o ânimo aterrado”. O segundo significa também “encher de terror”; mas não sugere a ideia de mistério, de coisa sagrada, de impressão violenta, que se inclui em aterrar. Uma visão diremos que nos aterra; a iminência de uma grande desgraça nos aterroriza. – Espavorir é “fazer abalado de pavor, deixar agitado de susto: e sugere a ideia da fuga que revela o espanto. – Apavorar diz propriamente “encher de pavor, causar grande medo”; e tem alguma coisa de análogo a aterrar por sugerir, quase sempre, igualmente a ideia do que tem de misterioso, como sobrenatural, o pavor que sentimos. Não se poderia dizer, por exemplo: “A noite, lá fora, nos espavore”; mas – “nos apavora”... – Quebrantar é “fazer que se perca o ânimo, que se deixe abater, amofinar”. “Na miséria ou na doença os mais fortes se quebrantam”. “O sofrimento moral quebranta mais que os males físicos”.

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AÇÕES, fatos, feitos, façanhas, proezas. – Quanto aos três primeiros escreve Roq. “A ação tem uma relação imediata com a pessoa que a executa, representando-nos a vontade, o movimento, a parte que nela tem a pessoa. O fato tem uma relação direta com a coisa executada, representando-nos o efeito, o produto, o que fica executado por meio da ação. Daí vem que as ações são boas, más ou indiferentes, sinalando a palavra diretamente a intenção do que as executa; e os fatos são certos, falsos ou duvidosos, com relação direta à essência ou qualidade do fato em si mesmo. – Feito é o mesmo que fato, mu-

dada por eufonia a pronúncia dura de a na doce de ei; corresponde muitas vezes a obra, ato, mas o seu uso mais frequente é representar as ações nobres, ilustres de homens famosos e dignos de memória”. – Façanha (do latim facinus, de facere, “fazer”, “obrar” etc.) é feito heroico, devido à grande coragem, a virtudes, a esforço, a valor excepcionais. – Segundo Laf., proeza (em francês prouesse “action de preux”) “diz-se propriam